press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
1/1

"Inverso ao que ocorre com um projeto convencional, primeiramente foi criado um parque, para servir de âncora para o projeto. Sendo assim, o projeto de paisagismo do Parque da Cidade é um elemento fundamental. A intenção, desde o princípio, era entregar para a cidade um espaço urbano aberto de uso para toda população.

 

Como a sustentabilidade é uma meta, além de priorizar o uso de materiais permeáveis, nesse caso, foi colocado o desafio de aproveitar toda água utilizada nas torres, tratá-la e dar a ela uma nova utilização. Toda água utilizada pelas torres será captada no próprio empreendimento. Para armazená-la, fomos buscar inspiração em um fenômeno da natureza: a formação de lagoas marginais. A formação desse tipo de corpo d’água é um fenômeno bastante comum em rios sinuosos.

 

Devido à proximidade com o Rio Pinheiro, aproveitamos a história da sua sinuosidade, antes das obras de retificação e criação das avenidas marginais, para tirar partido do desenho do lago. Pensando na melhor maneira das pessoas utilizarem os espaços e de poder oferecer-lhes um ambiente agradável, criaram-se recantos interessantes com os canteiros de plantas que misturam formas mais retilíneas com traçados orgânicos inspirados nas formas de Roberto Burle Marx.

 

Nossa principal contribuição foi criar um espaço sustentável e ao mesmo tempo “mágico” na cidade de São Paulo, onde as pessoas gostariam de retornar sempre que possível. Sempre estivemos inspirados pela riqueza e diversidade das espécies da Mata Atlântica, e buscamos colocar, ao máximo, plantas nativas. O resultado foi tão positivo que transformou o conceito das demais fases do projeto, e assim, levou o mesmo ambiente com um paisagismo bastante exuberante para os telhados dos outros edifícios.